Você sabia que aquele “chá milagroso para emagrecer” pode representar um risco real à sua saúde? Muitas pessoas recorrem a chás emagrecedores e suplementos naturais na esperança de perder peso com rapidez e sem esforço. Mas a promessa de “solução fácil” pode esconder perigos graves, especialmente para o fígado.
Neste artigo, vamos explicar por que os chás emagrecedores merecem atenção redobrada, quais os riscos relatados pela ciência e como usar chás de forma segura. No final, você entenderá por que vale a pena consultar uma endocrinologista como a Dra. Ana Bárbara Trizzotti antes de apostar em fórmulas milagrosas.
Por que o apelo dos chás emagrecedores é tão forte
- Vivemos em uma sociedade que valoriza a rapidez. O “emagrecer para ontem” parece ideal.
- Se vende a ideia de que “natural = seguro”, o que dá sensação de que não há riscos ou efeitos colaterais graves.
- É difícil resistir quando vemos depoimentos positivos nas redes sociais de pessoas que dizem ter emagrecido apenas tomando chá.
Contudo, essa combinação de desejo com vulnerabilidade acaba sendo terreno fértil para promessas enganosas e uma lista imensa de tentativas e frustrações.
O que a ciência revela sobre os chás emagrecedores
Evidência limitada de eficácia
Vários estudos revisaram as ervas e compostos comuns em chás e suplementos para emagrecimento como: Garcinia cambogia, Camellia sinensis (chá-verde), Hoodia gordonii, entre outras e, concluíram que não há evidências robustas de que esses produtos promovem perda de peso sustentável a longo prazo.
Além disso, esses estudos apontam que os riscos associados ao uso desses suplementos podem superar os benefícios modestos (quando existem!).
Riscos sérios para o fígado: relatos de hepatite e insuficiência hepática
O uso de chás e suplementos com extratos concentrados, especialmente em cápsulas ou misturas de várias ervas, já foi associado a casos graves de lesão hepática. No caso de extratos de chá-verde, por exemplo, uma revisão sistemática identificou 19 casos de hepatotoxicidade relacionados ao uso desses produtos. A maioria delas afetando diretamente as células do fígado.
Em um estudo prospectivo dos Estados Unidos, 6 entre 1.091 casos de lesão hepática foram atribuídos a um produto de emagrecimento (que continha extrato de chá verde), resultando em hospitalização e até transplante de fígado.
No Brasil, há relatos de pessoas que precisaram de transplante de fígado ou mesmo morreram após fazer uso de chás ou cápsulas vendidas como “emagrecedores”. Um caso amplamente divulgado envolveu uma mulher que consumia um composto com cerca de 50 ervas diferentes e acabou com hepatite fulminante.
Esses episódios mostram que, embora nem todo chá cause dano, existe um risco real, especialmente quando as substâncias são usadas de forma indiscriminada e sem orientação médica.
Problemas adicionais: contaminação e toxicidade por metais ou substâncias desconhecidas
Além da toxicidade inerente de algumas ervas, há problemas associados à contaminação. Plantas medicinais podem acumular metais pesados (como chumbo, arsênico ou cádmio) e outras toxinas presentes no solo ou no ambiente onde cresceram. Um estudo recente identificou esse risco em infusões populares para emagrecimento. Ou seja, mesmo se a planta for “natural”, isso não garante pureza ou segurança.
Por que “natural” não significa “inofensivo”
É um equívoco muito comum acreditar que tudo o que vem da natureza é automaticamente seguro. A verdade é que as plantas têm compostos ativos, que, como qualquer fármaco, podem ter efeitos colaterais, interações medicamentosas e toxicidade.
Esses produtos muitas vezes não têm regulamentação, não passam por controle de qualidade, não têm comprovação científica e são vendidos com promessas exageradas.
Como usar chás de forma consciente e segura
Se você gosta de chás, não é preciso abandoná-los, mas é importante usá-los com prudência. Veja algumas orientações:
- Prefira chás simples (como chá-verde, camomila, hortelã), consumidos na forma de infusão, não em cápsulas ou misturas com muitas ervas.
- Evite produtos com promessas de “emagrecimento rápido” ou “detox milagroso”.
- Use chás como complemento a hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares, hidratação e sono adequado.
- Evite misturar chás com medicamentos ou tomá-los em doses excessivas.
- Se tiver histórico de problemas no fígado ou fizer uso de medicações crônicas, consulte um endocrinologista antes de usar qualquer chá com fins terapêuticos.
Quando um chá ou suplemento deve acender o sinal de alerta
Fique atenta aos seguintes sinais, que podem indicar que algo não vai bem com seu fígado ou organismo:
- Cansaço intenso, indisposição sem causa aparente
- Dor abdominal, especialmente no lado direito (próximo ao fígado)
- Icterícia (olhos ou pele amarelados)
- Escurecimento da urina e/ou fezes muito claras
- Náuseas, vômitos ou desconforto digestivo persistente
- Coceira pelo corpo, febre ou mal-estar geral
Ao perceber esses sintomas, é essencial suspender o uso do chá e buscar avaliação médica.
Por que buscar orientação de um endocrinologista faz toda a diferença
Como médica endocrinologista, a Dra. Ana Bárbara Trizzotti tem formação e experiência para lidar com emagrecimento de forma segura e individualizada. Diferente de soluções genéricas e milagrosas, ela pode avaliar fatores como metabolismo, hormônios, composição corporal, hábitos de vida e histórico médico.
Com essa avaliação, é possível traçar um plano realista, sustentável e, acima de tudo, seguro. Aqui está o que você ganha consultando uma especialista em emagrecimento:
- Diagnóstico personalizado e baseado em evidência
- Acompanhamento médico para prevenção de efeitos adversos
- Orientações seguras sobre alimentação, atividade física e, se necessário, uso de complementos ou tratamentos apropriados
- Estratégias de emagrecimento com resultados reais e duradouros, sem colocar sua saúde em risco
Conclusão
Chás emagrecedores, cápsulas “detox” e misturas de ervas prometendo emagrecimento rápido podem parecer uma solução fácil, mas a verdade é que muitos desses produtos não têm respaldo científico e já causaram danos graves, como hepatite e falência do fígado.
A literatura médica registra casos de lesão hepática, necessidade de transplante e até morte associadas ao uso indiscriminado dessas substâncias.
Se você busca emagrecer com saúde, a melhor estratégia não é correr atrás de soluções milagrosas. O caminho mais seguro e eficaz envolve hábitos saudáveis e acompanhamento médico especializado.
Por isso, se você está considerando usar chás para emagrecer, eu convido você a marcar uma consulta com a endocrinologista Dra. Ana Bárbara Trizzotti. Ela pode lhe orientar de forma personalizada, segura e com base em evidências científicas, para que emagrecer não seja um risco, mas sim uma conquista consciente.


