Emagrecer na menopausa: por que é tão difícil?

Emagrecer na menopausa_ por que é tão difícil_ dra ana barbara trizzotti endorinologista botucatu sp

Você já teve a sensação de que faz exatamente as mesmas coisas de antes, mas o seu peso continua aumentando? Ou que emagrecer na menopausa parece muito mais difícil do que era alguns anos atrás? 

Essa é uma dúvida muito comum entre mulheres que chegam ao climatério e começam a perceber mudanças no corpo, principalmente na região abdominal. A boa notícia é que isso não acontece por falta de esforço ou disciplina. Existem alterações hormonais e metabólicas importantes que explicam essa dificuldade.

Entender o que acontece nessa fase é o primeiro passo para buscar estratégias eficazes e cuidar da saúde de forma inteligente. Embora o ganho de peso seja frequente, ele não precisa ser encarado como algo inevitável. 

Com acompanhamento médico, alimentação adequada, exercícios físicos e, quando indicado, tratamento hormonal ou medicamentos específicos, é possível emagrecer na menopausa de forma saudável e sustentável.

O que acontece no corpo durante a menopausa?

A menopausa marca o fim dos ciclos menstruais e ocorre quando a mulher permanece 12 meses consecutivos sem menstruar. Antes dela existe o climatério, período de transição em que os hormônios começam a oscilar até que a produção de estrogênio pelos ovários diminua significativamente.

O estrogênio participa de diversos processos do organismo. Ele influencia a distribuição da gordura corporal, ajuda na manutenção da massa muscular, interfere no metabolismo da glicose, participa do controle da fome e da saciedade e também exerce papel importante na saúde cardiovascular e óssea.

Quando seus níveis diminuem, o corpo passa por diversas adaptações. Entre elas está uma mudança importante na forma como a gordura é armazenada. Em vez de se concentrar mais nos quadris e coxas, ela passa a se acumular principalmente no abdômen. Esse tipo de gordura, chamada gordura visceral, está associado a um maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o ganho de gordura abdominal durante o climatério está diretamente relacionado às alterações hormonais dessa fase. 

Por que emagrecer na menopausa fica mais difícil?

Muitas mulheres acreditam que estão fazendo algo errado quando percebem que a balança não responde mais da mesma forma. Na verdade, diversos fatores atuam ao mesmo tempo.

A queda do estrogênio reduz o gasto energético do organismo. Além disso, ocorre uma perda gradual de massa muscular, conhecida como sarcopenia. Como os músculos são tecidos metabolicamente ativos, quanto menor a quantidade de massa muscular, menor tende a ser o gasto calórico diário.

Isso significa que uma alimentação que antes mantinha o peso pode passar a gerar ganho de gordura. O metabolismo realmente fica mais lento, embora essa redução seja resultado da combinação entre envelhecimento, alterações hormonais e diminuição da atividade física.

Outro fator importante é que muitas mulheres também apresentam piora da qualidade do sono, ondas de calor, maior estresse e alterações de humor. Todos esses fatores podem favorecer episódios de fome emocional, aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e redução da disposição para praticar exercícios.

Por isso, emagrecer na menopausa exige uma abordagem mais ampla do que simplesmente reduzir calorias.

A gordura abdominal merece atenção especial

O aumento da circunferência abdominal não representa apenas uma questão estética. A gordura visceral produz substâncias inflamatórias que aumentam o risco de resistência à insulina, alterações do colesterol, pressão alta e doenças cardiovasculares. Além disso, esse tecido gorduroso influencia negativamente diversos hormônios relacionados ao metabolismo.

Por esse motivo, o objetivo do tratamento não deve ser apenas perder peso, mas principalmente reduzir gordura visceral e melhorar a composição corporal.

A perda de massa muscular acelera esse processo

Depois dos 40 anos, mulheres e homens começam a perder massa muscular de forma gradual. Durante a menopausa, esse processo tende a ser mais acelerado devido à queda hormonal. A sarcopenia provoca redução da força, diminuição do gasto energético e maior facilidade para acumular gordura.

Na prática, isso significa que emagrecer na menopausa depende também da preservação da musculatura. Quanto maior a massa muscular, maior será o consumo de energia mesmo durante o repouso. Por isso, estratégias que preservam ou aumentam os músculos costumam apresentar melhores resultados a longo prazo.

Por que a musculação é tão importante?

Durante muitos anos, acreditou-se que caminhar era suficiente para controlar o peso. Embora os exercícios aeróbicos sejam importantes para a saúde cardiovascular, eles não são suficientes para combater a perda muscular típica da menopausa.

Os exercícios de força, como musculação, treinamento funcional e pilates com resistência, ajudam a estimular a formação de massa muscular e melhoram o metabolismo.

Além disso, a musculação oferece diversos benefícios:

  • aumenta o gasto calórico diário;
  • reduz a perda óssea;
  • melhora a sensibilidade à insulina;
  • diminui a gordura abdominal;
  • aumenta a força e a disposição;
  • reduz o risco de quedas e fraturas.

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde recomendam que adultos realizem exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. 

Alimentação também precisa mudar

Outro ponto importante para emagrecer na menopausa é compreender que as necessidades nutricionais mudam com o passar dos anos. Dietas extremamente restritivas costumam provocar perda muscular, piorando ainda mais o metabolismo. Em vez disso, a alimentação deve priorizar qualidade nutricional.

Algumas estratégias costumam fazer diferença:

  • aumentar o consumo de proteínas;
  • incluir frutas, verduras e legumes diariamente;
  • priorizar grãos integrais;
  • reduzir alimentos ultraprocessados;
  • controlar bebidas açucaradas;
  • consumir fibras em quantidade adequada;
  • manter boa hidratação.

Cada mulher possui necessidades específicas, por isso planos alimentares individualizados costumam apresentar resultados superiores às dietas prontas encontradas na internet.

A terapia de reposição hormonal pode ajudar?

Uma dúvida frequente é se a terapia de reposição hormonal faz emagrecer. A resposta é não. A reposição hormonal não é um tratamento para perda de peso. No entanto, ela pode melhorar diversos fatores que dificultam emagrecer na menopausa.

Ao reduzir sintomas como ondas de calor, insônia, fadiga e alterações de humor, muitas mulheres conseguem voltar a praticar exercícios regularmente, dormir melhor e recuperar qualidade de vida. Além disso, alguns estudos mostram que a terapia hormonal pode contribuir para menor acúmulo de gordura abdominal e melhor preservação da massa magra quando indicada de forma correta.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia reforça que a indicação da terapia hormonal deve ser individualizada, considerando benefícios, riscos e histórico de saúde de cada paciente. 

Novos medicamentos estão mudando o tratamento da obesidade

Nos últimos anos surgiram medicamentos que revolucionaram o tratamento da obesidade e do excesso de peso. Eles atuam principalmente aumentando a saciedade, reduzindo a fome e melhorando o controle glicêmico.

Entre os medicamentos aprovados estão princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, que demonstraram resultados importantes em estudos clínicos quando associados à mudança do estilo de vida.

Entretanto, esses medicamentos não são indicados para todas as pessoas. A escolha depende do índice de massa corporal, da presença de doenças associadas, do histórico clínico e da avaliação médica. Além disso, eles não substituem alimentação equilibrada nem atividade física. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária disponibiliza informações atualizadas sobre medicamentos aprovados no Brasil.

Quando procurar um endocrinologista?

Nem todo ganho de peso durante a menopausa ocorre apenas por alterações hormonais.

Problemas na tireoide, resistência à insulina, diabetes, distúrbios do sono e outras condições podem contribuir para a dificuldade de emagrecer.

O endocrinologista é o especialista preparado para investigar essas causas, solicitar exames quando necessário e definir o melhor tratamento para cada paciente.

Durante a consulta são avaliados fatores como:

  • histórico familiar;
  • composição corporal;
  • hábitos alimentares;
  • prática de atividade física;
  • sintomas da menopausa;
  • exames hormonais quando indicados;
  • presença de doenças associadas;
  • necessidade de terapia hormonal ou medicamentos para obesidade.

Essa avaliação individualizada evita tratamentos inadequados e aumenta as chances de alcançar resultados duradouros.

Emagrecer na menopausa é possível

Embora emagrecer na menopausa seja realmente mais desafiador, isso não significa que seja impossível. As mudanças hormonais alteram o funcionamento do organismo, favorecem o acúmulo de gordura abdominal e reduzem o metabolismo, mas existem estratégias eficazes para enfrentar esse momento.

A combinação entre alimentação equilibrada, exercícios de força, acompanhamento médico, melhora da qualidade do sono e, quando indicado, terapia hormonal ou medicamentos específicos pode transformar completamente os resultados.

Cada mulher vive a menopausa de maneira diferente. Por isso, tratamentos personalizados costumam oferecer benefícios muito maiores do que soluções genéricas encontradas nas redes sociais.

Se você percebe que está ganhando peso sem entender o motivo, sente dificuldade para emagrecer na menopausa ou deseja cuidar da sua saúde de forma segura, vale a pena procurar um endocrinologista. A Dra. Ana Bárbara Trizzotti realiza uma avaliação completa, identifica as causas da dificuldade para perder peso e elabora um plano de tratamento individualizado para que você atravesse essa fase com mais saúde, disposição e qualidade de vida. Agende sua consulta e descubra que é possível recuperar o equilíbrio do seu organismo com acompanhamento especializado.

Search
Picture of Dra. Ana Bárbara Trizzotti

Dra. Ana Bárbara Trizzotti

Com 10 anos de experiência, sou sua parceira para uma vida mais saudável e feliz

Índice

Veja também:

Agende sua consulta!

Ana Barbara Trizzotti - Doctoralia.com.br